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Hotmart, Kiwify, Eduzz ou Cakto: qual escolher

Comparar Hotmart, Kiwify, Eduzz e Cakto pela taxa resolve metade da conta. Veja o critério que aparece depois que o aluno compra.

Estratégia & Mercado Rafael Almeida

Você abre três abas com as tabelas de taxa, monta uma planilha, calcula a diferença no seu faturamento do ano e descobre que dá alguns milhares de reais.

Aí lembra que perdeu 60% dos alunos do último lançamento antes da terceira aula, e que esse número não aparece em tabela nenhuma.

Escolher entre Hotmart, Kiwify, Eduzz ou Cakto é uma decisão real, e vale fazer com cuidado. Só que ela responde uma parte menor da sua conta do que parece.

O que as quatro resolvem igual

As quatro fazem a mesma coisa bem feita:

  • Processam cartão, Pix e boleto
  • Fazem antifraude e lidam com chargeback
  • Liberam o acesso automaticamente depois da compra
  • Cortam o acesso no reembolso
  • Hospedam o vídeo e organizam em módulos
  • Têm programa de afiliados

Se o seu problema é vender, qualquer uma das quatro dá conta. É por isso que a briga entre elas acontece na casa decimal da taxa.

Onde elas de fato diferem

Vale comparar nestes pontos, porque aqui a diferença é real:

Taxa e faixas. Todas trabalham com faixa por faturamento. Compare com o seu ticket e o seu mix de parcelamento de verdade, não com o exemplo da página. No cartão parcelado, a diferença entre parcelado e à vista costuma pesar mais que a diferença entre plataformas.

Afiliados. Se o seu canal é afiliado, o tamanho e o comportamento do marketplace importam mais que a taxa. É o item onde a Hotmart tem vantagem estrutural.

Recebimento. Prazo de saque e antecipação mudam o seu fluxo de caixa. Para quem faz lançamento, isso decide se dá para reinvestir em tráfego na mesma semana.

Suporte a você. Não o suporte ao aluno, o suporte ao produtor quando uma venda trava. Esse você só descobre perguntando a quem já usa.

Qual costuma fazer mais sentido por perfil

Sem ranking geral, porque ele não existe. O que existe é encaixe:

Se o seu caso éO que pesa na escolha
Vender por afiliadosTamanho do marketplace e as regras de comissionamento
Vender só por tráfego próprioTaxa e prazo de recebimento, já que o marketplace não é usado
Ticket alto e volume baixoParcelamento, antifraude e o suporte ao produtor quando trava uma venda
Ticket baixo e volume altoTaxa por transação e estabilidade do checkout em pico
Público internacionalMoedas aceitas e retenção de impostos
Produto recorrenteComo a plataforma trata falha de cobrança e retentativa

A última linha é a mais esquecida. Em produto de assinatura, a diferença entre uma plataforma que faz três retentativas de cobrança e outra que cancela na primeira falha vale mais que qualquer ponto percentual de taxa.

O critério que nenhuma tabela mostra

Agora a parte que interessa depois que a venda aconteceu.

Nenhuma das quatro se propõe a acompanhar o seu aluno. Elas entregam o acesso e saem de cena, o que é honesto: a proposta delas é vender e distribuir, não fazer ninguém terminar.

O resultado disso é conhecido. Cem pessoas compram, algo entre dez e quinze terminam. As outras não viram depoimento, não indicam ninguém e não compram o próximo produto. Quando o próximo lançamento chega, você precisa comprar audiência nova para repor.

Esse buraco não se fecha trocando de checkout. Ele se fecha com alguém olhando quem parou, em qual ponto e há quantos dias, que é um problema de entrega e retenção e não de meio de pagamento.

Então a decisão fica assim

Separe em duas, porque elas não competem entre si:

Decisão 1, onde cobrar. Hotmart, Kiwify, Eduzz, Cakto. Critério: taxa na sua faixa, afiliados, prazo de recebimento. Escolha e siga.

Decisão 2, o que acontece depois da compra. Critério: quem olha o aluno, como você descobre onde ele travou, o que ele faz quando a dúvida aparece às 23h.

As duas convivem. Dá para manter o checkout onde está e colocar a experiência por cima, conectada por webhook, sem refazer campanha nem migrar base. É como o Askine começa, exatamente para não obrigar ninguém a derrubar o que já vende.

O que perguntar antes de decidir

Cinco perguntas que respondem mais rápido que uma planilha comparativa:

  1. Qual a taxa na minha faixa real de faturamento, com o meu mix de à vista e parcelado, não a taxa da vitrine
  2. Em quantos dias o dinheiro cai e quanto custa antecipar
  3. O que acontece quando uma cobrança recorrente falha e quantas retentativas existem
  4. Quem me atende quando uma venda trava e em quanto tempo
  5. Como exporto minha base de compradores se um dia eu sair

A quinta é a que ninguém faz e a que mais dói depois. Toda plataforma é fácil de entrar.

O que muda quando você vende para fora do marketplace

Uma parte grande de quem escolhe plataforma hoje não usa afiliado nenhum. Vende por tráfego próprio, lista de e-mail e indicação.

Nesse cenário o marketplace deixa de ser vantagem e vira só um item da conta. O que sobra para comparar é mais seco: taxa, prazo, estabilidade do checkout e qualidade do atendimento a você. É por isso que produtores nessa situação costumam migrar para as plataformas mais novas: elas competem exatamente nesses quatro itens, porque não têm marketplace para oferecer.

O contrário também vale. Se metade do seu faturamento vem de afiliado, sair do maior marketplace custa mais do que qualquer economia de taxa. A conta muda de sinal.

Um teste rápido: olhe de onde veio o faturamento dos seus últimos três lançamentos. Se a fatia de afiliado for menor que 20%, a escolha é técnica e você pode decidir por taxa e prazo. Se for maior, o marketplace é parte do produto e trocar dele é trocar de canal de venda, não de ferramenta.

O erro comum de quem já está incomodado

Quem sente que a entrega está ruim costuma tentar resolver trocando de plataforma. Sai da Hotmart, vai para a Kiwify, monta tudo de novo, e três meses depois a conclusão está no mesmo lugar.

O sinal de que você está prestes a fazer isso: a sua lista de motivos para migrar tem “meu aluno não termina” no meio de itens sobre taxa e checkout. São problemas diferentes, com soluções diferentes. Se for esse o caso, as perguntas certas antes de trocar de área de membros evitam a migração inteira.

O próximo passo

Se a decisão 1 já está tomada e o que incomoda é a decisão 2, o começo é medir. Sem saber em qual aula a sua turma para, qualquer mudança é aposta.

A gente faz esse raio-x com você em trinta minutos, olhando o seu curso, sem proposta na mesa. Fale com a gente.

Perguntas frequentes

Qual a plataforma mais barata para vender curso online?

A taxa nominal muda pouco entre as quatro e varia por faixa de faturamento e forma de pagamento. Compare com o seu ticket e o seu mix real de parcelamento, porque no cartão em 12x a diferença entre elas costuma ser menor do que a diferença entre à vista e parcelado.

Posso usar mais de uma plataforma ao mesmo tempo?

Pode, e é comum em quem tem produtos diferentes. O custo disso é operacional: duas bases de comprador, dois relatórios e dois lugares para conferir acesso. Vale quando cada produto tem um público de afiliados diferente.

Trocar de plataforma faz perder os alunos antigos?

Não precisa fazer. A base é exportável e pode ser importada na nova, com acesso liberado por e-mail de compra. O que costuma se perder é o histórico de progresso, então pergunte isso antes de migrar.

A plataforma resolve a entrega do curso?

Ela hospeda a aula e libera o acesso. O acompanhamento do aluno depois da compra, que é o que decide conclusão e reembolso, é um problema separado e nenhuma das quatro se propõe a resolver.

Vale mais ter checkout próprio?

Só quando o volume paga a operação de risco, chargeback e suporte de pagamento que a plataforma faz por você. Abaixo disso, o desconto na taxa costuma custar mais caro em tempo de time.

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